Chuva intensa nesta quarta-feira (14) causou transtornos no trânsito, atingiu estações do Metrô e comprometeu a circulação de ônibus na capital paulista; uma pessoa morreu após deslizamento na Zona Norte.
O forte temporal que atingiu São Paulo na tarde desta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, provocou alagamentos em importantes corredores viários, deixou veículos submersos no túnel do Anhangabaú, na região central, e levou a Prefeitura a suspender o rodízio municipal de automóveis. A chuva também afetou o transporte público e causou grandes congestionamentos em diferentes regiões da capital.
Uma das situações mais graves ocorreu no túnel do Anhangabaú, onde a água subiu rapidamente e surpreendeu motoristas que trafegavam pelo local. Carros ficaram parcialmente ou completamente submersos, enquanto ocupantes precisaram subir sobre os veículos para escapar da inundação.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência e auxiliar as pessoas que ficaram ilhadas. Imagens registradas durante o temporal mostraram automóveis acumulados no interior do túnel e até veículos de maior porte atingidos pela água.
A intensidade da chuva também provocou uma ocorrência fatal na Brasilândia, Zona Norte de São Paulo. Uma pessoa morreu após um deslizamento de terra atingir uma residência na região, conforme informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros.
Diante dos transtornos provocados pelo temporal, a Prefeitura de São Paulo anunciou a suspensão do rodízio municipal de automóveis no período da tarde desta quarta-feira (14).
A suspensão, entretanto, não altera as demais restrições de circulação existentes na cidade. Permanecem em vigor o rodízio de caminhões, as zonas de máxima restrição para veículos pesados e fretados, além das regras de utilização das faixas exclusivas de ônibus.
A decisão busca reduzir as dificuldades de deslocamento em um momento de comprometimento da malha viária, especialmente nas regiões atingidas por alagamentos e bloqueios.

SP – TEMPORAL/SP/ALAGAMENTO/TÚNEL/VALE DO ANHANGABAÚ – GERAL
O temporal não comprometeu apenas a circulação de automóveis. A água também atingiu estruturas utilizadas diariamente por passageiros do transporte coletivo.
Nas estações Japão-Liberdade e Paraíso, ambas da Linha 1-Azul do Metrô, houve entrada de água em áreas de circulação dos passageiros. O acúmulo afetou parcialmente equipamentos auxiliares, incluindo catracas e sistemas de informação.
Equipes de manutenção e limpeza foram mobilizadas para restabelecer as condições de atendimento. Segundo comunicado do Metrô, os equipamentos afetados tiveram o funcionamento restabelecido e a circulação dos trens não sofreu interrupções em decorrência dessas ocorrências.
No Terminal Bandeira, importante ponto de integração de linhas municipais de ônibus na região central, a água também invadiu áreas da estrutura, dificultando o deslocamento de passageiros e o funcionamento do terminal.
Os episódios mostram como os efeitos de uma chuva intensa podem atingir diferentes componentes do sistema de mobilidade urbana, mesmo quando a circulação ferroviária permanece operacional.
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