Pórtico de 75 toneladas movimenta até 25 toneladas por operação nas obras da Linha 4-Amarela

Pórtico de 75 toneladas movimenta até 25 toneladas por operação nas obras da Linha 4-Amarela

Equipamento instalado na futura estação Taboão da Serra tem 10 metros de altura e pode transportar até 110 toneladas de material por hora, auxiliando as escavações da extensão do metrô

As obras de extensão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra, na Grande São Paulo, contam com um equipamento de grandes dimensões para acelerar a movimentação de terra e resíduos retirados durante as escavações. O pórtico rolante instalado no canteiro da futura estação Taboão da Serra tem capacidade para movimentar até 25 toneladas por operação e produtividade estimada de até 110 toneladas por hora, segundo informações divulgadas pela concessionária Motiva.


A estrutura funciona como um sistema de transporte dentro do canteiro, retirando materiais dos poços de escavação e levando-os até a área de carregamento dos caminhões. A operação ajuda a organizar o fluxo de resíduos e a manter o abastecimento das frentes de trabalho, uma etapa importante na execução de obras subterrâneas.

O equipamento também será utilizado no transporte de máquinas e insumos necessários à construção dos túneis. Entre os itens previstos estão os jumbos de perfuração, utilizados nas escavações pelo método NATM, técnica que permite avançar gradualmente no terreno com instalação de suporte e monitoramento das condições do solo.


Estrutura tem 55 metros de altura útil de elevação


Os números do pórtico dão uma dimensão do porte da estrutura instalada no canteiro. O equipamento pesa 75 toneladas, tem 10 metros de altura livre e 42,8 metros de largura, além de contar com um balanço lateral de quatro metros.


A altura útil de elevação chega a 55 metros, medida que corresponde aproximadamente à altura de um edifício de 18 andares. Essa capacidade permite içar materiais entre os níveis subterrâneos e a superfície, facilitando a retirada do material escavado e a movimentação de equipamentos pesados.


O pórtico se desloca sobre trilhos instalados em vigas estruturais de concreto. A estrutura também conta com cabine de comando, escadas de acesso e passarela para manutenção, além de equipe dedicada à operação.


Durante o processo de escavação, a terra e os demais materiais são acondicionados em caçambas, içados pelo equipamento e transportados até o ponto de carregamento. Depois, os caminhões levam os resíduos para locais apropriados, onde devem receber a destinação adequada.


Segundo pórtico está em montagem


A obra também se prepara para receber um segundo equipamento do mesmo tipo. De acordo com as informações fornecidas pela concessionária, a pré-montagem já começou. Quando as duas estruturas estiverem operando, a expectativa é ampliar a capacidade de movimentação de materiais e dar suporte a diferentes frentes de escavação.


A logística é especialmente importante porque a construção dos túneis exige a retirada contínua do material escavado, além do transporte de máquinas e insumos para o subsolo. A movimentação eficiente desses elementos ajuda a organizar as atividades e a reduzir gargalos dentro do canteiro.


Extensão levará o metrô até Taboão da Serra


A expansão marcará a primeira chegada do metrô paulista a um município fora da capital. A concessionária estima que o projeto poderá beneficiar mais de 50 mil pessoas por dia, ampliando as opções de deslocamento para moradores da região e a integração com o transporte coletivo.


As escavações serão executadas pelo método NATM, sigla em inglês para Novo Método Austríaco de Tunelamento. A técnica consiste em avançar por etapas, aplicando suporte ao terreno durante a execução e monitorando as condições do maciço para orientar o trabalho.


Com a previsão de até dez frentes de escavação simultâneas, a obra depende de uma logística capaz de atender diferentes pontos ao longo do traçado. Nesse processo, os pórticos rolantes cumprem uma função operacional importante: conectar as atividades realizadas no subsolo à movimentação de materiais na superfície.

Fonte consultada: Motiva Trilhos

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