Interdições para obras da Estação Chácara do Jockey (Linha 4-Amarela) começam sábado 26/09; veja o que muda na região

Interdições para obras da Estação Chácara do Jockey (Linha 4-Amarela) começam sábado 26/09; veja o que muda na região

Alterações entram em vigor às 7h de 26 de setembro e incluem interdições, mudanças de sentido e novos desvios no Jardim Monte Kemel. Ao Radar Mobilidade, responsáveis pela obra detalharam também como será a circulação de caminhões durante as escavações.

As obras de extensão da Linha 4-Amarela vão provocar mudanças importantes no trânsito no entorno da futura Estação Chácara do Jockey, na Zona Oeste de São Paulo. A partir das 7h deste sábado (26), trechos de vias do Jardim Monte Kemel serão interditados e haverá alterações de circulação para permitir o avanço da construção da nova estação.

As intervenções atingem as ruas Osiris Magalhães, Francisco Marson e Ministro Heitor Bastos Tigre e são necessárias para viabilizar etapas da obra, incluindo a futura fase de escavação. Segundo o material divulgado pela Motiva, as alterações viárias deverão permanecer até a conclusão das obras, com prazo informado de cinco anos. 

Durante coletiva acompanhada pelo Radar Mobilidade, representantes do projeto explicaram que a configuração do canteiro e os desvios foram definidos a partir do planejamento da logística da construção e de tratativas com a CET.

O que será interditado?

Na Rua Osiris Magalhães, será bloqueado o trecho entre a altura dos números 68/59 e o limite com a Avenida Professor Francisco Morato.

Já a Rua Francisco Marson terá interdição entre a altura dos números 46/59 e o limite com a Francisco Morato. Além disso, será desativada a conversão à esquerda da avenida para a Rua Ministro Heitor Bastos Tigre. 

Apesar das intervenções, a previsão divulgada é de manutenção do funcionamento do comércio local e das linhas de ônibus, além da circulação de pedestres. 

Ruas passam a ter mão dupla

A Rua Francisco Marson, entre a Avenida Professor Francisco Morato e a Rua Francisco Santoro, passará a operar em sentido duplo exclusivamente para acesso local.

Também haverá mão dupla na Rua Ministro Heitor Bastos Tigre, no trecho entre a Francisco Morato e a Francisco Santoro. 

Sinalização específica, com placas e faixas, será instalada para orientar quem circula pela região. Agentes também deverão atuar em pontos estratégicos durante o período de adaptação, com orientação e fiscalização da CET. 

Mapa disponibilizado pela Motiva Trilhos

Para quem sai do Jardim Monte Kemel e utilizava a Rua Francisco Marson em direção ao centro ou à Rodovia Régis Bittencourt, a orientação é acessar a Rua Francisco Santoro e, depois, a Rua Ministro Heitor Bastos Tigre, chegando à Avenida Francisco Morato.

Outra possibilidade é utilizar a Ministro Heitor Bastos Tigre, seguir pela Rua Dr. Mario de Moura e Albuquerque e depois pela Rua David Matarasso, acessando a Francisco Morato. 

Já os motoristas que chegam pela Francisco Morato vindos da região da Marginal Pinheiros e do Centro, e que utilizavam a conversão à esquerda para a Ministro Heitor Bastos Tigre em direção ao Jardim Monte Kemel, terão um percurso diferente.

A rota indicada passa pelas ruas Ministro Edmundo Lins, Dr. Roque de Lorenzo, Caminho do Engenho e Prof. Gióia Martins, com possibilidade de seguir pela Dr. Mario de Moura e Albuquerque e Ministro Heitor Bastos Tigre.

Uma segunda alternativa é continuar pela Francisco Morato, acessar a Rua Carlos de Mesquita, contornar a rotatória, retornar pela mesma via e depois acessar novamente a avenida para chegar à Ministro Heitor Bastos Tigre. 

Radar questiona circulação de caminhões durante as escavações

Um dos pontos levantados pelo Radar Mobilidade durante a coletiva foi o possível impacto da movimentação de caminhões sobre a Avenida Francisco Morato.

O editor Tito Ferreira questionou:

“Considerando que a escavação da Estação Chácara do Jockey ocupará grande parte da área disponível do canteiro, quais soluções de engenharia foram adotadas para garantir a movimentação segura dos caminhões e evitar que eventuais filas de veículos da obra interfiram no fluxo da Avenida Francisco Morato? E existe um horário específico de maior intensidade no fluxo?”

Segundo a resposta apresentada pela equipe da obra, não haverá um período preferencial para a movimentação dos caminhões. Como o canteiro possui espaço limitado para acumular o material proveniente das escavações, os veículos deverão circular ao longo do dia, acompanhando o ritmo dos trabalhos.

Os responsáveis explicaram, entretanto, que não está previsto estacionamento ou formação de filas de caminhões nas vias próximas ao canteiro. Os veículos serão acionados conforme a necessidade e haverá espaço interno para receber o caminhão que estiver sendo carregado.

Dessa forma, segundo a equipe, a interferência externa deverá se restringir à própria circulação dos veículos pesados para entrada e saída da obra. Na coletiva, os representantes explicaram ainda que o isolamento do canteiro é necessário não apenas para permitir a execução da estação, mas também para separar a movimentação de equipamentos e trabalhadores da circulação existente no entorno. O planejamento prevê ainda que os caminhões entrem no canteiro pela região da Francisco Morato, realizem internamente a operação necessária e deixem a área por outro acesso, reduzindo a necessidade de manobras nas vias do entorno.

Tito Ferreira questiona comunicação com moradores

Durante a coletiva, o Radar Mobilidade também chamou atenção para os impactos da obra sobre uma região que passa por expansão imobiliária.

Tito Ferreira perguntou:

“Essa região está em plena expansão imobiliária também. Algum canal de comunicação vai ser disponibilizado para que as pessoas possam eventualmente fazer alguma reclamação, alguma crítica ou pedir alguma informação acerca dessa obra?”

Em resposta, representantes da Motiva informaram que moradores e comerciantes já contam com canais oficiais para dúvidas, sugestões e manifestações relacionadas às obras.

Após a coletiva, os contatos foram disponibilizados ao Radar Mobilidade.

Canais de atendimento

O telefone é 0800 301 3029, com atendimento de segunda a quinta-feira, das 8h às 18h, e às sextas-feiras, das 8h às 17h.

Também estão disponíveis o WhatsApp (11) 98936-8365 e o e-mail comunicacao@cel4.com.br.

Para atendimento presencial, existem Centros de Atendimento à Comunidade (CACs) nos canteiros da Chácara do Jockey e de Taboão da Serra, além de um espaço no mall da Estação Vila Sônia – Profª Elizabeth Tenreiro. 

Obras avançam na Chácara do Jockey

Atualmente, as demolições de estruturas na área da futura estação estão em fase final. Na sequência, os trabalhos avançam para retirada e destinação dos materiais, limpeza do terreno e serviços de terraplanagem. Depois dessa etapa, está prevista a construção das estruturas de apoio necessárias ao avanço da obra. 

A expansão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra prevê 3,3 quilômetros de novos túneis e duas estações: Chácara do Jockey e Taboão da Serra. O investimento informado é superior a R$ 4 bilhões. Quando concluída, a extensão fará com que, pela primeira vez, o metrô ultrapasse os limites territoriais da capital paulista. Segundo as informações do projeto, a ampliação deverá beneficiar mais de 50 mil pessoas que circulam diariamente entre Taboão da Serra e São Paulo. 

Continue acompanhando o Radar Mobilidade para notícias, oportunidades e tudo o que move as cidades.
A mobilidade urbana entrou no seu clique!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Respeite a comunidade: não publique ofensas, discriminação ou discursos de ódio.

0/400 caracteres