Linha Arariboia concentrou 90% dos embarques no período; regulamento da Secretaria de Estado de Transporte estabelece critérios para circulação dos equipamentos
O sistema aquaviário do Rio de Janeiro contabilizou 38.402 embarques de bicicletas durante o primeiro mês de aplicação de suas novas regras de transporte. A regulamentação, elaborada pela Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram), entrou em vigor em meados de agosto com o objetivo de organizar o fluxo e dar mais agilidade ao embarque e desembarque nas estações.
A Linha Arariboia foi a principal responsável pelo volume ao concentrar pouco mais de 90% dos acessos do sistema, o que representa 34.579 embarques. O fluxo entre as duas cidades se mostrou equilibrado, com 17.557 ciclistas cruzando em direção à Praça XV e 17.022 fazendo o trajeto inverso rumo a Niterói. Nas demais rotas, os números foram mais discretos, sendo que a linha Charitas registrou 1.797 embarques, seguida por Paquetá com 1.658 e Cocotá com 368 passagens de ciclistas.
A nova normativa divide os veículos de mobilidade individual em quatro categorias específicas para controlar o espaço interno das embarcações. Modelos tradicionais de propulsão humana e bicicletas elétricas com pedal assistido estão permitidos, desde que não tenham estruturas volumosas. Bicicletas e patinetes dobráveis têm tráfego livre em todas as linhas, sendo inclusive os únicos modelos aceitos na linha Charitas. Por outro lado, o embarque de patinetes elétricos grandes, scooters, ciclomotores e motonetas autopropelidas está totalmente proibido em qualquer trecho do sistema aquaviário. Cadeiras de rodas motorizadas e outras tecnologias assistivas continuam com autorização garantida em todas as linhas e estações.
O acesso dos ciclistas às barcas ocorre por ordem de chegada e depende do espaço disponível na embarcação. Os passageiros a pé possuem prioridade de entrada em relação aos usuários com bicicleta, enquanto os critérios de atendimento preferencial por lei continuam mantidos entre os próprios ciclistas. O regulamento exige que as bicicletas sejam apenas empurradas dentro das estações e passarelas, e os modelos elétricos precisam fazer a viagem desligados. Em casos excepcionais de emergência ou evacuação, a orientação oficial é que os passageiros abandonem os equipamentos a bordo para priorizar a saída rápida de todas as pessoas.
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