Metrô Bahia registra alta de 10,5% no número de passageiros idosos em 2026

Metrô Bahia registra alta de 10,5% no número de passageiros idosos em 2026

Sistema metroviário de Salvador e Lauro de Freitas transportou mais de 5 milhões de pessoas com 65 anos ou mais entre janeiro e agosto; dados acompanham o envelhecimento da população brasileira. Linha 4-Amarela, de São Paulo, também apresenta crescimento

O número de passageiros com 65 anos ou mais transportados pelo Metrô Bahia cresceu 10,5% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados pela Motiva Trilhos, mais de 5 milhões de embarques desse público foram registrados nos oito primeiros meses do ano no sistema que atende Salvador e Lauro de Freitas.

O avanço também aparece nos números mensais. Em agosto, quase 680 mil passageiros idosos utilizaram o metrô baiano, volume superior em 12% ao registrado no mesmo mês de 2025. A participação desse grupo no total de passageiros transportados passou de 6% para 6,6%.

Os números mostram a importância do transporte sobre trilhos para a mobilidade da população idosa, que utiliza o sistema para atividades profissionais, compromissos cotidianos, consultas e deslocamentos de lazer.

Crescimento também aparece na Linha 4-Amarela, em São Paulo

O aumento da presença de passageiros idosos também foi registrado na Linha 4-Amarela do metrô paulistano. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, aproximadamente 4,6 milhões de passageiros com 60 anos ou mais utilizaram o serviço, representando 5,5% da operação no período.

De acordo com os dados divulgados pela Motiva Trilhos, o número de usuários dessa faixa etária cresceu mais de 11% em um ano. Na comparação entre agosto de 2022 e agosto de 2026, a alta chegou a 226%.

É importante observar que os levantamentos utilizam faixas etárias diferentes: o Metrô Bahia considera passageiros com 65 anos ou mais, enquanto os dados da Linha 4-Amarela abrangem pessoas a partir dos 60 anos. Por isso, os percentuais não representam grupos diretamente equivalentes.

Envelhecimento da população aumenta a demanda por acessibilidade

O crescimento registrado nos sistemas metroviários acompanha uma transformação demográfica no Brasil. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que a população brasileira com 60 anos ou mais passou de aproximadamente 22 milhões de pessoas, em 2012, para 35,2 milhões, em 2025.

O aumento, de cerca de 59% em 13 anos, reforça a necessidade de preparar a infraestrutura de transporte público para atender passageiros com diferentes condições de mobilidade.

Além da oferta de trens e da capacidade das estações, a acessibilidade envolve condições de circulação, sinalização, embarque e desembarque, além de assentos e equipamentos de uso preferencial. Esses recursos contribuem para que pessoas idosas utilizem o transporte coletivo com mais autonomia e segurança.

Carlos Cavalcanti, gerente executivo de Atendimento do Metrô Bahia, afirma que os passageiros idosos utilizam o sistema para diferentes atividades, do trabalho ao lazer, e destaca a importância de assegurar atendimento adequado e respeito aos direitos desse público.

Metrô Bahia oferece recursos de acessibilidade

Segundo a concessionária, todas as estações do Metrô Bahia contam com elevadores de uso preferencial, rampas de acesso e escadas rolantes. O sistema também dispõe de pisos e placas com sinalização tátil para auxiliar a orientação dos passageiros.

Nos trens, o primeiro vagão possui assentos e portas preferenciais destinados a idosos, gestantes, pessoas com deficiência e passageiros com crianças de colo. A concessionária também informa que pessoas idosas têm prioridade no embarque e na utilização dos elevadores.

O aumento do número de passageiros idosos coloca em evidência o desafio de manter o transporte público acessível diante das mudanças demográficas. A adaptação dos sistemas metroviários às necessidades desse público é um dos aspectos relevantes para garantir o acesso à cidade e a participação da população idosa nas atividades cotidianas.

Fontes Consultadas:

Motiva Trilhos

IBGE

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