Linha 4-Amarela: Expansão até Taboão da Serra terá até dez frentes de escavações de túneis

Linha 4-Amarela: Expansão até Taboão da Serra terá até dez frentes de escavações de túneis

Método difere das obras convencionais, onde os túneis são abertos por apenas uma frente, ou no máximo duas, sendo um em cada sentido que depois se encontram

As obras da extensão da Linha 4-Amarela, um dos principais projetos de mobilidade urbana em andamento na Região Metropolitana de São Paulo, avançam nas futuras Estações Chácara do Jockey e Taboão da Serra, com diferentes etapas de execução em andamento.

Um dos destaques do projeto será a abertura dos túneis a partir de diferentes pontos ao longo da extensão. A estratégia construtiva permitirá a atuação de até dez frentes de escavação simultâneas, contribuindo para o avanço paralelo dos trechos previstos.
 

Com 3,3 quilômetros de extensão, o projeto será executado pelo método NATM (New Austrian Tunnelling Method). A técnica permite o avanço gradual da escavação, com aplicação imediata de suporte e monitoramento permanente das condições do solo.
 

As futuras estações e as estruturas de ventilação e saídas de emergência ao longo do traçado serão utilizadas como pontos de acesso ao subsolo e de apoio à execução dos túneis. A partir dessas estruturas, as equipes poderão desenvolver os trabalhos em diferentes sentidos, ampliando as frentes de atuação e permitindo que trechos distintos avancem de forma simultânea.

“A possibilidade de trabalhar a partir de diferentes pontos do traçado é fundamental para a estratégia de execução da extensão. Com os acessos subterrâneos previstos no projeto, conseguimos organizar as equipes para atuar simultaneamente nos trechos, sempre respeitando as etapas construtivas, as características do terreno e os critérios de segurança da obra”, afirmou André Delmondes, engenheiro da Motiva.

Na futura Estação Taboão da Serra, cinco grandes poços secantes integram a estrutura da estação. Três deles estão atualmente em escavação e, após o avanço das etapas previstas, os poços localizados nas extremidades poderão liberar frentes específicas para a execução dos túneis.

Estação Chácara do Jockey

Na futura Estação Chácara do Jockey, a estratégia de implantação também prevê estruturas que apoiarão o acesso ao subsolo e a futura execução dos túneis, conectando diferentes pontos do novo trecho ao longo do traçado.
 

Neste momento, a etapa de demolição dos imóveis desapropriados da região está em fase final. Os trabalhos seguem com a retirada e destinação dos materiais provenientes das demolições, além da limpeza e preparação do terreno, fechamento do canteiro com tapumes e execução de contenções do solo, de acordo com os desníveis existentes no terreno.

Também estão em andamento os estudos ambientais que antecedem as próximas etapas do empreendimento. A preparação do local é necessária para viabilizar a implantação das estruturas da futura estação e a evolução das frentes de trabalho previstas no projeto.

Entre as próximas atividades estão o desvio de tráfego, o início da terraplenagem, o remanejamento de interferências e a instalação de um canteiro de obras avançado.

Com a evolução das etapas de preparação do terreno e implantação das estruturas da estação, a Chácara do Jockey também passará a integrar a estratégia de acesso ao subsolo prevista para a execução dos túneis.

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